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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Devolução do SATI – Parte II

Continuando...

Veio o Dr. Murilo Marques (advogado FREELANCER da Abyara). Expliquei toda a situação, apresentei a carta e ele começou a argumentar. Disse que a Abyara nunca obrigava seus clientes a pagar a taxa, que nunca falaram que era uma taxa obrigatória e blá blá blá. Mas o que ele não esperava é que eu fui preparada, li a lei que falava a respeito e toda a constituição (ô disposição). Acho que ele ficou meio nervoso (rs!), disse que como era freelancer não poderia assinar. Falei que não tinha problema, ele poderia chamar qualquer funcionário da Abyara para assinar e por coincidência do destino, o Gerente do Stand de Vendas do dia em que eu comprei o apartamento passa pela nossa mesa. Então eu disse, posso pedir para aquele senhor que está passando para assinar, afinal foi ele mesmo que me prometeu diversas coisas no momento da compra e que posteriormente descobri que fui enganada. Já que ele é um dos causadores de tudo isso nada mais justo que ele assine a carta. Claro que fui ignorada.

Mas deixei o advogado tão nervoso (quase que tremendo) que ele foi chamar o seu superior.

Veio um advogado gigante, Dr. Cláudio. Chegou citando a lei todo cheio de empáfia que se eu não conhecesse nada da legislação teria acreditado em tudo o que ele disse. Mas não era esse o caso. Deixei ele falar aquele mesmo blá, blá, blá de sempre e então comecei a argumentar, ele foi ficando muito nervoso que chegou a falar que o contrato é aquele e pronto, se eu não quisesse compra não precisava ter comprado e que tudo o que a Abyara diz é apenas a verdade. Chega a ser cômico a cara de pau dos advogados da Abyara.

Verdade? Então citei tudo o que haviam me dito no dia da compra: data de pagamento do boleto, data da entrega, personalização (enfim, tudo o que abordei aqui em posts anteriores) e ele ficou sem saber o que dizer. Mas continuou todo pomposo e com uma cara de sarcasmo, como quem dissesse que se eu tinha sido uma anta de pagar o SATI, que o problema era todo meu. Mas não me intimidou.

Com calma, comecei a falar um pouco mais alto perguntando que mesmo eles reconhecendo que a taxa não era obrigatória, que se eles não iriam me devolver o dinheiro. Ele pediu que eu baixasse o tom de voz. – Por que? O senhor não quer que as pessoas nas mesas ao lado ouçam e deixem de pagar o SATI cuja cobrança é ilegal, perguntei pra ele.

Nisso uma das corretoras tirou seu cliente da mesa e levou para uma sala. Outros clientes começaram a questionar. Então eu disse que não me importava em vir todo o final de semana, apresentar meu ponto de vista e que se outras pessoas ouvissem não podia fazer nada.

Depois de todos os absurdos que ele falou sobre a cobrança ser legal, disse que li em vários sites e fóruns de todo o país resoluções favoráveis aos consumidores e que diversas cláusulas dos contratos impostos pelas construtoras eram consideradas abusivas.

Ele disse que não eram abusivos.

Então disse que juristas com muito mais conhecimento que qualquer um naquela mesa discordavam do ponto de vista dele e ele discordou que esses juristas tinham mais conhecimento que ele (além de sarcástico é prepotente) e que eu havia aceito o contrato e pronto.

Depois de muito tempo, ele pediu licença, chamou de volta o Dr. Murilo que assinou a carta (ele não havia falado que não podia assinar porque era freelancer?) e deu o e-mail dos responsáveis financeiros da Abyara: rosely@abyarabr.com.br, robertorebolo@abyarabr.com.br.

Lógico que não obtive nenhuma resposta da Abyara (nem dos responsáveis financeiros).

Essa novela não termina aqui... Aguardem o próximo capítulo.

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